
A Social-Democracia dá frutos nas autarquias
Nuno Piteira Lopes | Presidente da CM Cascais
Ao longo da sua existência, o Partido Social-Democrata sempre se destacou pelo seu ímpeto reformista em Portugal. Seja nas autarquias locais, seja no Governo, o objetivo das suas principais figuras sempre foi a construção de um país mais solidário e desenvolvido, onde a igualdade de oportunidades e o mérito servem de trampolim para garantir qualidade de vida e a liberdade de todos os cidadãos.
Em Cascais, os últimos 24 anos demonstram os bons frutos de uma governação deste tipo. Com um modelo de governação local que coloca as pessoas no centro, onde a sua participação é cada vez mais relevante e influente na vida democrática do concelho, chegámos a 2026 com o título de Capital Europeia da Democracia.
Mas para atingir este feito, o percurso não foi simples. Exigiu trabalhar para as pessoas e pelas pessoas, auscultando as suas necessidades e envolvendo-as no momento de tomada de decisão política. No fundo, exigiu do PSD Cascais o cumprimento de alguns dos seus princípios fundacionais: a subsidiariedade, a proximidade e a solidariedade.
Para os fazer cumprir, a liderança do PSD Cascais sempre procurou tornar a participação dos cidadãos cada vez mais presente no dia-a-dia do nosso município. Com esse objetivo em mente, criámos o Orçamento Participativo, uma iniciativa que permite aos munícipes submeter à votação uns dos outros os projetos que pretendem ver a ser executados pela Câmara Municipal e pelas Juntas de Freguesia. Em 13 edições realizadas, já foram aprovados mais de 260 projetos, que correspondem a um investimento de 65 milhões de euros de verbas municipais.
Neste mundo, envolver os jovens também foi um passo essencial para criar uma comunidade mais justa, onde todas as gerações pudessem ter uma palavra a dizer acerca do seu futuro. Por isso, elaborámos o Orçamento Participativo Jovem, dando aos alunos nas escolas a possibilidade de apresentar projetos até ao valor de 10.000 euros a executar nas suas comunidades.
Mas como disse, a social-democracia é sobretudo sobre solidariedade. Por isso, a maior aposta que fizemos envolve a participação direta dos nossos munícipes sem recurso a grandes verbas monetárias. Lançámos projetos como o “Terras de Cascais”, em que, até hoje, os munícipes participaram na recuperação de mais de 17 hectares de solo abandonado e na produção de mais de 67 toneladas de alimentos agrícolas, depois entregues a associações sociais.
Apostar nos cidadãos é a melhor receita para construir uma democracia com futuro. E em Cascais, foi sempre isso que o PSD fez e vai continuar a fazer. Na próxima década, vamos apostar na cultura, com a construção de um novo Campus Cultural Internacional; vamos investir na governação democrática de qualidade, com a criação de um Gabinete que possa auditar processos urbanísticos, contratos e decisões administrativas; e vamos inovar na mobilidade, integrando a gestão dos comboios da linha de Cascais no programa MOBI Cascais.
Quando envolve os cidadãos, a social-democracia dá frutos. A nível local, o município de Cascais é prova disso. E quem quer crescer no futuro, tem de começar a semear essa aposta no presente.