Estamos a Reformar para Transformar e tornar Portugal Maior

Estamos a Reformar para Transformar e tornar Portugal Maior Cristina Pinto Dias | Secretária da Estado da Mobilidade, Ministério das Infraestruturas e da Habitação   A Mobilidade é central nesta reforma, pois quando falamos de Mobilidade, falamos sempre de pessoas. Falamos da forma como cada cidadão chega ao trabalho, à escola, ao centro de saúde ou à universidade. Falamos de encurtar distâncias e aproximar territórios, de conectar pessoas. Foi precisamente neste sentido que o Filipe Ferreira, presidente do PSD Amadora e o Fernando Pacheco, presidente da JSD Amadora, me endereçaram um convite para as Orange Talks, numa sessão dedicada aos desafios da Mobilidade, presidida por Bruno Ventura, presidente da Distrital de Lisboa, com uma plateia recheada de ilustres militantes e simpatizantes do PSD. Nesta conversa, tivemos a oportunidade de falar da nossa estratégia de política pública para a Mobilidade, sempre colocando as pessoas no centro das nossas decisões. Estamos a fazer o maior investimento de sempre no reforço da oferta de transporte público, em novos comboios para a CP, para o Metropolitano de Lisboa e para o Metro do Porto, no reforço nos sistemas de segurança e comunicações, no alargamentos das redes em exploração, na abertura à exploração de novos serviços: eletrificação da Linha do Algarve, expansão da Linha Amarela no Metro Porto (Santo Ovídio a Vila d’Este), ao fim de 30 anos o Metro Mondego é uma realidade, está em período experimental a expansão de carreiras na Transtejo/ Soflusa. Concomitantemente, estão em expansão as Linhas Circular e Vermelha, no Metropolitano de Lisboa, onde também avançará a Linha Violeta (Loures-Odivelas), as Linhas Rosa, Rubi e BRT da Boavista no Metro do Porto, bem como a Fase B do Metro do Mondego; foi já aprovado o projeto BRT Guimarães-Braga, e estão em estudo as expansões das Linhas de Gondomar e da Trofa no Metro do Porto, do Metro Sul do Tejo à Costa de Caparica e à Trafaria, bem como do Metro do Mondego a Condeixa-a-Nova e a Cantanhede. Todo este trabalho para a servir melhor as Pessoas e a promover e intensificar o uso do Transporte Público como resposta às suas reais necessidades. Mas não ficamos por aqui. Temos medidas como o Passe Ferroviário Verde, 20€ mensais, com uma adesão de mais de 1 milhão de passes vendidos, 40% dos quais na faixa etária dos 20-40 anos. O Passe Gratuito Jovem, agora para todos os estudantes e trabalhadores até aos 23 anos de idade, e o alargamento a todo o país de apoios ao transporte das pessoas em situação de vulnerabilidade, com o Passe Circula.pt, em que passámos das antigas zonas de abrangência, confinadas apenas às Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, para todos os cidadãos de norte a sul do País; a equidade e a justiça social são um bem maior para este Governo Social Democrata. A modernização como motor de competitividade e inovação neste setor, é outra das dimensões da nossa política pública; desde logo estamos a atualizar a moldura legal do setor para oferecer aos cidadãos e às empresas maior simplicidade e facilidade, de que são exemplo: a abertura ao mercado do Regime de Mobilidade Elétrica, a autorização de testes em via pública de sistemas de condução autónoma, o Fundo para a Mobilidade e Transportes, que vai dar apoios de 14 milhões de euros a melhoramentos, desde a abrigos condignos nas paragens, à informação ao público, integração bilhética, etc. Falar de competitividade é também falar de novos modelos de negócio / novos modelos operacionais para prestar um melhor serviço público, maximizar a capacidade instalada e qualidade do serviçopara responder às necessidades diárias dos passageiros. A Amadora é servida por uma rede diversificada de transportes públicos, o que torna a Mobilidade um fator essencial de desenvolvimento urbano e económico deste Município. O eixo estruturante de mobilidade deste Concelho da AML é a Linha de Sintra, que faz parte dos serviços urbanos ferroviários prestados pela CP. A Amadora é o município mais densamente povoado de Portugal, também, a Linha de Sintra é a linha ferroviária com o maior número de passageiros do País, o que coloca desafios muito exigentes ao serviço de transporte que é prestado. Sabemos que há caminho a percorrer, mas o nosso compromisso é continuar a melhorar a qualidade da oferta de serviços, a sua fiabilidade, prestar informação integrada e em tempo real aos passageiros e aumentar o conforto de quem escolhe e utiliza diariamente o comboio. É conhecida a vontade firme do Governo em fazer uma transformação no modelo de prestação de serviços urbanos ferroviários. O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou aos portugueses que vamos avançar com um modelo de subconcessões e desde já com a subconcessão da Linha de Cascais. A legislação europeia, perante a condição da CP de operador interno sem recurso a concurso, permite a subconcessão máxima de 1/3 do serviço de transporte público medido em valor ou em km itinerário. Pelo que a subconcessão de outras linhas como a Linha de Sintra, que serve a Amadora, e que transporta 96 milhões de passageiros por ano, está igualmente a ser estudada no âmbito da Equipa Projeto liderada pela UTAP-Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos. Caros militantes e simpatizantes do PSD, a resposta responsável, não é, ignorar a evolução do Direito europeu, nem promover uma abertura abrupta do mercado, mas fazer o que tem de ser feito com prudência e segurança, é a vida familiar e profissional de milhões de pessoas que está em causa. O modelo das subconcessões já é nosso conhecido , sendo um modelo em que há um acompanhamento muito próximo do concessionário sobre o subconcessionário que for selecionado para operar, já é assim no Metro do Porto há muitos anos e funciona bem. Esta opção vai permitir que a CP redirecione os seus recursos para os serviços em que o mercado ainda não funciona, e capacita progressivamente a CP na gestão, monitorização e fiscalização de contratos com operadores terceiros, permitindo-lhe reforçar o foco noutros serviços igualmente necessitados de investimento, os serviços regional e de longo curso,

Subconcessão da Linha de Sintra: A Amadora não pode esperar

Subconcessão da Linha de Sintra: A Amadora não pode esperar Daniel Marques Rodrigues | Vice-Presidente da Comissão Política da Secção da Amadora do Partido Social Democrata   É conhecida a intenção do Governo de permitir a subconcessão das Linhas Sintra-Azambuja, Cascais, Sado e Porto, intenção esta apresentada pela primeira vez pelo Sr. Ministro das Infraestruturas, Eng.º Miguel Pinto Luz, em Janeiro último, pedindo à CP que apresentasse soluções técnico-jurídicas, financeiras e temporais para a subconcessão das quatro linhas. Esta decisão, tem na sua base permitir a modernização do serviço público prestado e a sua melhoria efectiva, numa tentativa de virar a página quanto ao paradigma do serviço prestado. Em particular e no que respeita à Amadora, é sobejamente conhecido para quem usa este meio de transporte: atrasos, composições lotadas, péssimo estado das composições e da manutenção das estações servidas, num ciclo a que há muito as populações e os utentes se conformaram, conformismo este para o qual contribui igualmente a falta de alternativa ao transporte ferroviário em toda a extensão da Linha de Sintra. Mudar o paradigma é urgente! É inconcebível que o imobilismo do Estado e das sucessivas soluções Governativas tenha vetado ao esquecimento um sector tão relevante para o dia-a-dia e a qualidade de vida dos portugueses, como é o sector da mobilidade e dos transportes públicos. Por reconhecer a importância desta matéria, o PSD Amadora tem desde o anúncio desta intenção por parte do Governo, demonstrado o seu total apoio à mesma nos mais diversos Órgãos Autárquicos, incluindo a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal e também aqui o imobilismo é a imagem de marca Socialista. Enquanto temos Concelhos da área metropolitana de Lisboa que convergem em soluções, respondendo positivamente e de forma pró-activa à intenção apresentada pelo Governo para subconcessionar as linhas de caminho de ferro que servem os seus territórios, na Amadora temos uma total ausência de respostas e de ideias no que refere a esta matéria por parte do Executivo Socialista que governa o nosso Município. Foi precisamente a postura de pró-actividade de Concelhos como Cascais, Oeiras e Lisboa no que refere à gestão da Linha de Cascais que contribuiu para que no 43.º Congresso do Partido Social Democrata, realizado no último mês de Junho na Anadia, tivesse sido anunciado pelo Sr. Primeiro-Ministro, Luís Montenegro que a linha de Cascais seria a primeira linha de caminho de ferro do País a ser subconcessionada. Para o PSD Amadora é claro aquilo que afirmamos desde a primeira hora: é essencial que se encontrem soluções integradas entre os diversos municípios para que a subconcessão da Linha de Sintra possa ser uma realidade e que a Câmara Municipal da Amadora tenha uma postura de interesse e pró-actividade no que respeita a esta matéria, na defesa da melhoria da qualidade do transporte ferroriviário que serve a Amadora e consequentemente na melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos, o que mais uma vez lamentamos, não tem sido realidade. Teremos em breve, no dia 16 de Julho, pelas 21 horas, na Sede do PSD Amadora, oportunidade de abordar esta e outras matérias em mais uma iniciativa do PSD Amadora, desta vez em conjunto com a JSD Amadora e o PSD Distrital de Lisboa, que trará à Amadora a Sr.ª Secretária de Estado da Mobilidade, Dr.ª Cristina Pinto Dias, que nos trará a visão das políticas do Governo no que respeita à mobilidade, sector este tão importante para o Concelho da Amadora. mais notícias Amadora (6) Destaque (9) Europa (1) Formação (2) Habitação (1) Opinião Subconcessão da Linha de Sintra: A Amadora não pode esperar Julho 10, 2026 Partido 43.º Congresso Nacional do PSD: Carlos Silva eleito Conselheiro Nacional Junho 24, 2026 Opinião Desporto na Amadora: O que esperamos para sair do marasmo Junho 9, 2026 Transportes 29 ANOS DE GESTÃO SOCIALISTA NA HABITAÇÃO: DECLARAÇÃO POLÍTICA Maio 22, 2026 Opinião 50 anos de Poder Local: liberdade, proximidade e futuro Maio 14, 2026 Formação Ação de Formação — Autarquias: Competências e Funcionamento Maio 7, 2026

Desporto na Amadora: O que esperamos para sair do marasmo

Desporto na Amadora: O que esperamos para sair do marasmo Élio Azevedo | Vogal Assembleia Freguesia Falagueira-Venda Nova   A problemática na qual se encontra o desporto na Amadora passa por várias fases de análise. A fase inicial deverá incidir sobre o levantamento acerca dos clubes existentes assim como as modalidades, e os atletas federados que as praticam. As infraestruturas, existentes, para a prática desportiva também deverão constar nesse dossier inicial. Por falar em infraestruturas desportivas é incompreensível a cidade da Amadora (171.500 habitantes em 2021) não possuir, nos dias de hoje, um Pavilhão Multiusos para receber eventos desportivos internacionais assim como espetáculos musicais, culturais ou mesmo congressos de vários enquadramentos. Poderemos equiparar duas cidades cada uma com dois pavilhões diferenciados, Paredes (84.350 habitantes) com dois pavilhões multiusos e Portimão (60.278 habitantes) que possui a Arena de Portimão e o Pavilhão Municipal, convém relembrar que em 2019 Portimão foi a cidade europeia do desporto, com este nível de infraestruturas tudo se torna mais fácil. Como seria interessante, a Amadora, poder acolher num pavilhão multiusos uma competição de Atletismo, na vertente pista curta. Curiosamente em Portugal estas competições só eram disputadas em dois locais, Pombal e Braga (Altice Arena), até ao final de janeiro do presente ano, altura em que a zona centro do país foi devastada pela tempestade Kristin e o Pavilhão de Pombal ficou impróprio para competições. Neste momento o único local disponível, para a prática desta vertente, é a cidade de Braga. Com a existência de uma pista na nossa cidade tudo seria mais centralizado para os clubes do sul e centro do país e olhando na vertente económica como seria positivo, ao nível da hotelaria e restauração, para os empresários do concelho. No último campeonato do mundo de pista curta realizado na Polónia, Portugal conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata, trazer estes atletas para treinarem numa pista na Amadora talvez fosse uma alavanca para aumentar o número de atletas na iniciação desta modalidade bem como a possibilidade de se formularem protocolos com federações de outros países de forma a realizarem estágios periódicos na nossa cidade. Referindo-me a esta modalidade, o Atletismo, haverá sempre uma forte ligação à Corrida de São Silvestre mais antiga do nosso país, onde nunca faltavam as estrelas do atletismo nacional como Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Fernando Mamede, Rita Borralho, António Leitão, entre outros. Deverá ser conseguida uma estratégia para fazer voltar à ribalta a “Nossa” São Silvestre ao panorama internacional das provas de estrada. Mudando de modalidade e passando agora para o chamado desporto rei, a Amadora poderá ser uma das referências, nacionais, ao nível da formação do futebol feminino. Esta modalidade no género feminino atravessa uma fase de crescimento exponencial e seria uma excelente estratégia, por parte da autarquia, o apoio no desenvolvimento ao nível da formação, com ações divididas em três níveis: Nível 1 – Desporto Escolar; Nível 2 – Introdução da formação nos clubes do concelho; Nível 3 – Criação de um Torneio Internacional de futebol feminino (formação). Ainda no tocante ao futebol e como o concelho apresenta uma faixa etária em grande número acima dos 50 anos seria extremamente positivo o desenvolvimento do Walking Football, a Federação Portuguesa de Futebol tem um departamento específico para dinamizar e promover esta vertente, há que saber aproveitar todas as oportunidades criadas pelas federações. No concelho da Amadora poderemos diferenciar duas modalidades em dois clubes que fazem chegar o nome da cidade aos quatro cantos do nosso país, O futebol do Estrela da Amadora a disputar a Liga Betclic e o futsal do União e Progresso da Venda Nova nesta altura a lutar pela subida ao escalão maior, a Liga Placard. Seria fantástico para a Amadora poder contar com estes dois emblemas na 1ª divisão das respetivas modalidades. Existem modalidades coletivas de pavilhão, à exceção do Andebol, onde nenhum clube do concelho se destaca. Porque não se definir uma estratégia de apoio a clubes do concelho para que seja feita uma aposta em modalidades de menor dimensão, mas que se consiga ter atletas a competir nos principais escalões das competições principais dessas modalidades, refiro-me a modalidades como o ténis de mesa, o judo e o xadrez onde o investimento não é muito elevado e poderemos ter campeões em representação de clubes do concelho da Amadora.   Por fim e em jeito de conclusão propunha junto da autarquia e respetivo pelouro do Desporto, a criação de um grupo de “Conselheiros/Consultores” composto por gente, das mais variadas áreas do desporto, residentes no concelho da Amadora para, em conjunto, trabalharem de forma objetiva e sustentada para que o desporto saia do marasmo onde se encontra desde setembro de 1979.     mais notícias Amadora (6) Desporto (1) Destaque (9) Europa (1) Formação (2) Destaque Desporto na Amadora: O que esperamos para sair do marasmo Junho 9, 2026 Destaque 29 ANOS DE GESTÃO SOCIALISTA NA HABITAÇÃO: DECLARAÇÃO POLÍTICA Maio 22, 2026 Opinião 50 anos de Poder Local: liberdade, proximidade e futuro Maio 14, 2026 Formação Ação de Formação — Autarquias: Competências e Funcionamento Maio 7, 2026 Opinião Dia do Trabalhador: Por um Novo Diálogo Social Maio 1, 2026 Opinião 25 de abril e liberdade: a social-democracia como caminho para o futuro de Portugal Abril 25, 2026

50 anos de Poder Local: liberdade, proximidade e futuro

50 anos de Poder Local: liberdade, proximidade e futuro Pedro Oliveira Pinto | Secretário-Geral dos Autarcas Sociais Democratas   Há datas que não pertencem apenas aos calendários. Pertencem à memória coletiva de um país. A data das primeiras eleições autárquicas democráticas, realizadas em 12 de dezembro de 1976, é uma dessas datas. Representa muito mais do que a escolha dos primeiros órgãos autárquicos em liberdade: representa o momento em que a democracia portuguesa ganhou rosto em cada concelho, em cada freguesia, em cada comunidade. Celebrar 50 anos de Poder Local Democrático é, por isso, celebrar a liberdade. A liberdade de escolher quem governa mais perto. A liberdade de participar. A liberdade de exigir. A liberdade de criticar. A liberdade de cada terra decidir, com autonomia e responsabilidade, uma parte essencial do seu futuro. Ao longo destas cinco décadas todos os autarcas deram um contributo importante para consolidar a democracia portuguesa. Foram os autarcas que muitas vezes antes de qualquer outro poder público, ouviram as necessidades concretas das populações e responderam com trabalho, proximidade e persistência. Foram eles que decidiram levar saneamento, água, estradas, escolas, equipamentos desportivos, bibliotecas, centros culturais, respostas sociais, habitação, espaços verdes e serviços públicos a territórios que tinham sido esquecidos. O Poder Local transformou Portugal. Aproximou o Estado das pessoas. Deu dignidade a comunidades inteiras. Criou condições para que a qualidade de vida deixasse de ser privilégio de alguns e passasse a ser uma ambição legítima de todos. Para os autarcas do PSD, governar uma autarquia não é apenas gerir o dia-a-dia, resolver expediente ou administrar problemas. Governar é também preparar o futuro. É conhecer profundamente o território, identificar as suas fragilidades, valorizar as suas potencialidades e construir um projeto de desenvolvimento coerente, realista e ambicioso. Foi assim que os eleitos pelo PSD trabalharam. Trabalharam próximos das pessoas, atentos às necessidades e presentes no terreno. Mas destacaram-se porque acrescentaram, por regra, uma visão estruturada de desenvolvimento. Uma visão que não se limita à obra visível no imediato, mas que procura antecipar o futuro: criar territórios mais competitivos, mais qualificados, mais atrativos para viver, estudar, trabalhar, investir e envelhecer com dignidade. A social-democracia autárquica afirma-se precisamente nessa síntese entre proximidade e visão. Entre solidariedade e exigência. Entre coesão social e desenvolvimento económico. Entre liberdade individual e responsabilidade comunitária. É por isso que o Poder Local é uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. Porque é nele que a política se torna mais concreta, mais humana e mais próxima. É no Poder Local que se percebe se a democracia melhora ou não melhora a vida das pessoas. Nas últimas eleições autárquicas, os portugueses reconheceram este percurso e esta confiança no PSD autárquico. O partido voltou a afirmar-se como a maior força do Poder Local, com mais câmaras municipais e juntas de freguesia, mais autarcas eleitos, concorrendo sozinho ou em coligação. Esse resultado não é apenas eleitoral. É político. É o reconhecimento de que os portugueses reconhecem nos autarcas social-democratas competência, proximidade, responsabilidade e capacidade de concretização. Mas é também o reconhecimento de que onde os autarcas do PSD governam, há liberdade, há crítica e há participação. Onde o PSD governa, a crítica não é vista como ameaça. É vista como parte natural da vida democrática. Não há democracia local saudável quando os cidadãos sentem que têm de se calar para proteger a sua vida profissional, associativa ou pessoal. Não há verdadeira proximidade quando a participação é condicionada pelo medo, pela dependência ou pela suspeita de retaliação. Uma autarquia democrática não existe para controlar consciências. Existe para servir pessoas livres. Também aqui há uma diferença social-democrata. Acreditamos em comunidades vivas, exigentes, plurais e participativas. Acreditamos em territórios que respiram liberdade. Acreditamos que quem governa deve ouvir, prestar contas, aceitar o contraditório e respeitar quem pensa diferente. Porque a democracia não se mede apenas no dia das eleições. Mede-se todos os dias na forma como o poder trata os cidadãos. O Poder Local democrático vive da liberdade de expressão, da crítica, da participação e do escrutínio. Uma terra livre é uma terra onde as pessoas falam sem medo, discordam sem receio, criticam sem serem perseguidas e participam sem dependerem de favores. Celebrar 50 anos de Poder Local não pode ser apenas olhar para trás. Tem de ser, sobretudo, assumir o compromisso com os próximos 50 anos. Os territórios enfrentam hoje desafios muito diferentes dos de 1976: envelhecimento da população, habitação, mobilidade, alterações climáticas, segurança, integração social, digitalização, burocracia, novas competências e maiores exigências dos cidadãos. Celebrar os 50 anos do Poder Local é homenagear quem construiu, em liberdade, muito do Portugal moderno. Mas é também afirmar que o futuro exige mais: mais autonomia local, mais confiança nas comunidades, mais participação dos cidadãos e mais social-democracia no território. Porque quando o Poder Local é livre, próximo e responsável, a democracia fica mais forte. E quando a democracia fica mais forte, as pessoas vivem melhor.

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